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Leilão de Moscatel de Setúbal rende mais de 41.000 Euros

Leilão de Moscatel de Setúbal rende mais de 41.000 Euros

09 Novembro, 2011 01:07 | João Geirinhas

O Moscatel de Setúbal atingiu ontem, em Azeitão, valores históricos no leilão promovido pela firma José Maria da Fonseca para o lançamento do seu Moscatel Superior 1995.

Numa sessão muito concorrida, nas históricas caves da empresa, o valor apurado da venda dos 35 lotes em licitação ultrapassou os 41.000 euros, um montante deveras impressionante para o preço de referência habitual para estes vinhos.
O Moscatel de Setúbal Superior 1955, recorde-se, foi recentemente engarrafado juntamente com outros vinhos, no seguimento da nova politica da José Maria da Fonseca em retirar da madeira alguns moscatéis velhos que, na opinião dos seus responsáveis, já não ganhariam vantagem em continuar a sua evolução nos velhos cascos. De todos os vinhos engarrafados, o de 1955 foi o que mais se destacou, recebendo por isso a designação de “Superior” ao mesmo tempo que se decidiu fazer o lançamento das poucas centenas de garrafas disponíveis em leilão público.
A expectativa era portanto elevada, até porque recentemente a Revista de Vinhos, através da apreciação do seu director, Luís Lopes, tinha atribuído a este vinho a classificação máxima de 20 valores. Compondo os diversos lotes em disputa havia ainda a inclusão de outros vinhos, tanto Moscatel de Setúbal (1880, 1902, 1904, 1911, 1912, 1927, 1933, 1949, 1950, entre outros mais recentes) e também vinhos velhos José de Sousa (1940) Periquita (1940, 1965), Pasmados branco (1967) e ainda uma única garrafa do mítico Moscatel Torna Viagem.
Foi depois do jantar confeccionado pelo chefe Hélder Chagas do Restaurante Ribamar, em Sesimbra, que o leilão, a cargo da conhecida leiloeira Palácio do Correio Velho, começou. E ficou logo marcado pelo primeiro lote a ir à praça, uma única garrafa (de 50 cl.) do Moscatel 1995, que foi arrematada pelo preço surpreendente de €460. Estava dado o mote para a espiral de preços da noite que atingiu a sua expressão máxima na licitação do último lote com três garrafas de Moscatel 1955 e uma do Torna Viagem que foi arrematada pela “módica quantia” de €3.000!
Entre os licitantes, proprietários de garrafeiras, negociantes, restaurantes e também consumidores finais, o frenesim era evidente. Entre estes, merece destaque especial a figura de Paulo Travassos, do conhecido restaurante “O orelhas”, em Queijas, que sozinho quase arrematou metade dos lotes em disputa!
Independentemente do entusiasmo demonstrado nesta noite, o leilão terá possivelmente repercussões na imagem do Moscatel de Setúbal, até agora o menos conhecido e (injustamente) o menos valorizado dos vinhos generosos portugueses. Marcará este evento o começo de uma nova fase para a divulgação do Moscatel de Setúbal? O tempo o dirá mas é indesmentível que o interesse de compradores internacionais será um factor determinante para essa afirmação.
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