Vinho sem álcool: a grande tendência do futuro?

Fotografia: Fotos D.R.
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Marc Barros

Marc Barros

Não se tratando de algo inteiramente novo, a verdade é que os dados apontam para o crescimento das vendas de vinhos sem álcool, ou desalcoolizados. Um estudo recente da consultora Fact. MR aponta para um valor de mercado de 9.260 milhões de euros em 2027 e uma taxa anual de crescimento de 7%. As crescentes preocupações de saúde e o peso social imposto aos produtos com álcool poderão dinamizar este mercado.


A verdade é que em determinados países, como os nórdicos, a procura está a crescer. Em 2018, a Europa representou mais de 40% da procura total, mas a América do Norte poderá vir a ser a região com maior peso neste mercado, com uma taxa de crescimento de 8%.
As diversas organizações em torno da indústria do vinho não ignoram esta tendência. Por exemplo, e pela primeira vez, o renomado Concurso Mundial de Bruxelas, que se realizará no início de maio na República Checa, terá a concurso uma categoria de vinhos sem álcool. Para participar, os produtos elaborados a partir de vinho devem conter um teor de álcool máximo de 5,5%. “Com a criação desta nova categoria, o Concours Mondial de Bruxelles deseja responder a uma procura de certos consumidores e analisar as tendências do mercado de uma forma concreta e objetiva. Através dos resultados obtidos, o consumidor que procura uma bebida sem (ou com um baixo teor alcoólico) poderá encontrar uma oferta de referência de qualidade”, afirmam os promotores do concurso.


Entre nós, a José Maria da Fonseca tem sido pioneira na oferta de vinhos sem álcool, com o Lancers Free, lançado em 2009. E coloca agora no mercado uma nova marca, 0%riginal, de vinhos desalcoolizados, nas categorias tinto, rosé (ambos elaborados a partir da casta Syrah) e branco (Moscatel Galego). Segundo informação do produtor, estes vinhos passam por um processo de destilação a vácuo a baixa temperatura, que permite separar o álcool, até valores próximos dos 0%.

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