100 anos da Poças arrancam com os Capitão Fausto

Fotografia: Fotos D.R.
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Redação

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Banda portuguesa vai brindar 100 fãs com concerto gratuito amanhã, 10 de maio, em Lisboa. Esta é a primeira iniciativa revelada pela Poças para celebrar o centenário, mostrando em palco que o vinho do Porto não tem os dias contados.

 

 

Na celebração do centenário, a Poças, emblemática casa de Vinho do Porto, junta arte e família, dois pilares da filosofia da empresa, através da promoção de um programa cultural que se estende à música, literatura, teatro e arte pública. Em cada uma destas áreas a marca vai associar-se a pessoas e projetos em que o talento artístico se revela em várias gerações da família, como se de uma herança se tratasse. 

Tomás Wallenstein, identificado como uma das vozes da sua geração, foi a escolha da Poças para celebrar a área da música, a primeira a acontecer. Filho de uma cantora lírica e de um contrabaixista, foi também na música que o seu talento se revelou e, aos 26 anos, Tomás Wallenstein é a voz dos Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes da atualidade e que este ano acrescenta um novo disco ao seu portefólio.

Tomás junta-se à sua segunda família, com Domingos Coimbra, no baixo, Salvador Seabra, na bateria, Manuel Palha, na guitarra e piano, e Francisco Ferreira, nos teclados, para subir ao palco do renovado Cine Teatro Capitólio onde vai promover um concerto exclusivo para 100 fãs da marca Poças. No alinhamento estão garantidos alguns dos temas que consagraram a banda no panorama musical português, como “Amanhã Tou Melhor”, “Tem de Ser” ou “Maneiras Más”. Recorde-se que os Capitão Fausto vão lançar um novo álbum no final do ano. 

O concerto, que começa às 21h00, tem entrada gratuita, mas requer inscrição obrigatória no site oficial do aniversário da Poças – 100.pocas.pt – onde serão também revelados, em primeira mão, outros eventos gratuitos para o público. 


São 100 Anos, Poças!

A Poças é o lado português da história do Douro. Fundada em 1918, é uma das raras empresas de Vinho do Porto que nasceu portuguesa e se mantém na posse da mesma família desde a sua fundação. Em 2018, escreve um novo capítulo na sua história: a comemoração do 100º aniversário.

Com os olhos postos no futuro, mas sem esquecer o passado, a Poças acredita que fazer vinho é criar algo verdadeiramente único, tal como uma obra de arte. Talvez por isso tenha assumido, desde cedo, uma especial ligação com diferentes movimentos artísticos, apoiando e homenageando o talento nacional nas suas mais variadas formas de expressão.

Para Pedro Poças Pintão, diretor comercial da Poças e representante da quarta geração da família à frente da gestão da empresa, “o respeito pela arte e pela cultura é um dos maiores legados deixado pelo nosso bisavô. Talvez porque, para nós, fazer vinho seja mesmo isso: uma forma de arte e um ativo vivo da nossa cultura. Por isso, na passagem do centenário, queremos homenageá-la em várias frentes, identificando pessoas que, tal como nós, estejam a reinventar uma vocação familiar.” 

Para além de Tomás Wallenstein, na área da música, as celebrações incluem, no capítulo da literatura, uma parceria com o jovem escritor Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio Leya em 2014 com o romance "O Meu Irmão". É trineto de Eça de Queiroz, mas a genética, por si só, não explica tudo. Afonso encontrou o seu próprio caminho e é hoje uma das promessas da Literatura portuguesa, estando já marcado o lançamento de um novo livro para o final do ano. 

Símbolo de uma geração é também o artista Artur Silva, hoje reconhecido por Bordalo II, nome artístico que escolheu como homenagem ao avô, pintor, promovendo uma continuidade e reinvenção do seu legado artístico. Distanciando-se da pintura clássica, a arte pública viria a ser o palco eleito para as suas explorações de cor, focando-se atualmente no questionamento da sociedade materialista de que faz (também) parte. 

Num outro palco, as cortinas abrem-se para revelar não um, mas vários talentos familiares. É no Teatro do Bolhão que a ACE (Academia Contemporânea do Espetáculo) se afirma como uma das principais escolas de artes performativas do país, formando gerações. Avós, pais e filhos contracenam juntos, mostrando que o Teatro está vivo e continua a desempenhar um importante papel na formação da sociedade.  

Para cada uma destas áreas – literatura, música, arte pública e teatro - estão reservadas várias ações, entre as quais diversos eventos gratuitos para o público. Todas as informações serão reveladas nos canais online da Poças, com especial destaque para o site 100.pocas.pt, que além da informação sobre a efeméride se pretende assumir como um ponto de encontro cultural.

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