Frederico Falcão sai da Bacalhôa

Fotografia: Arquivo
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Redação

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Um ano após ter assumido as funções de Administrador Delegado, Frederico Falcão decidiu demitir-se do grupo Bacalhôa Vinhos de Portugal. O pedido de rescisão foi aceite e a saída, agora conhecida, é por mútuo acordo.

 

Com percurso profissional que inclui passagens pelo Esporão, Companhia das Lezírias, Pegos Claros e Fundação Abreu Callado, Frederico Falcão notabilizou-se nos últimos anos como presidente do Instituto da Vinha e do Vinhos (IVV), que liderou de 2012 a 2018. Empreendeu um forte dinamismo naquele órgão tutelado pelo Ministério da Agricultura, tendo levado a cabo um trabalho meritório na promoção da tipicidade das castas nacionais e da necessidade de aumentar e diversificar as exportações portuguesas. Como homem da adega e das vinhas, são de ressaltar os esforços junto das instituições e empresas nacionais para a criação de campos ampelográficos experimentais. Mas o mandato fica marcado, sobretudo, pelo crescimento das exportações portuguesas de vinhos.

O grupo Bacalhôa reclama ser o maior proprietário privado de vinhas próprias em Portugal, totalizando uma área que supera os 1.200 hectares – a soma da presença em regiões como a Península de Setúbal, Douro, Beira Interior, Dão, Bairrada, Lisboa e Alentejo. Produz um total de 20 milhões de garrafas/ano, apresentando um volume de negócios anual na ordem dos 40 milhões de euros. O grupo é detido pelo investidor José Berardo, na atualidade envolto numa polémica de dívidas à banca que superarão os 900 milhões de euros.

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