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Pinhão, o caviar da floresta

Ouro branco ou caviar da floresta são alguns dos epítetos do pinhão. É fácil adivinhar porquê. De facto, esta pequena semente aveludada em forma de minúsculo menir é bastante valiosa e cada vez mais rara. Portugal tem a sorte de dispor de uma mancha considerável de pinheiros mansos, sobretudo na zona do Vale do Tejo, Alcácer do Sal e Coruche, possuindo dos melhores pinhões do mundo. Mas sem classificação DOP isso não é reconhecido. Fomos à descoberta dos segredos dos pinhões e viemos ainda mais encantados com este tesouro inigualável.

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Bacalhau e vinho (branco)

Alegadamente, o bacalhau é a grande estrela da cozinha tradicional portuguesa. Quando pensamos em apenas um prato que evoque um país, tal como a feijoada no meu Brasil, a massa em Itália ou a “paella” em Espanha, é uma bela posta alta de bacalhau, soltando em lascas intercaladas pela sua gelatina, mergulhada em bom azeite perfumado com alho, que me vem à cabeça.

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Bacalhau

O bacalhau é uma espécie de melopeia. Só de ouvir a palavra já nos deixamos embalar por uma musicalidade que nos fala ao coração, sussurrando afetos e memórias em lascas húmidas de sabor inconfundível. Conseguimos, assim, derreter o gelo deste peixe que veio do frio e nos aquece a alma. Nada melhor do que os portugueses para o eleger como protagonista de uma ceia divina.

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Portuguesa nos óscares da literatura gastronómica

Filipa Range está entre os finalistas dos Gourmand World Cookbook Awards, prémios considerados os “Óscares” da literatura gastronómica. A autora é finalista na categoria “Livro de Blogger/Redes Sociais” com A Cozinha Verde.

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Azeite do Esporão é o ‘Melhor do Mercado’

Pelo segundo ano consecutivo, o Azeite Biológico Olival dos Arrifes, produzido pelo Esporão, foi considerado o Melhor Azeite do Mercado, no Concurso Nacional de Azeites de Portugal 2019.

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Ouriços - Mar em estado puro

Feche os olhos e imagine um daqueles dias de nevoeiro com um incrível odor a maresia. Pense agora que podia, ao mesmo tempo, saborear essa mesma sensação. Bom demais, não? Pois bem, comer um ouriço-do-mar é isso mesmo. Uma verdadeira explosão de maresia na boca, como se um “spray” marinho ou uma onda gigante nos borrifasse de alto a baixo com gotículas de água salgada. O mar em estado puro. Uma experiência que se recomenda a qualquer apreciador de sabores “exquis” e, inacreditavelmente, ainda tão pouco valorizada em Portugal.

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Espargo selvagem, o sabor da terra

É com a frescura dos dias primaveris que ele rebenta do solo, tal como um sussurro da terra em busca do sol. O espargo selvagem será uma das maiores riquezas que um gastrófilo pode encontrar pela frente. Tenro, carnudo, levemente crocante e acidulado, com uma subtil nuance de noz, quanto menos se cozinhar melhor. De cor verde escura a violeta, é um verdadeiro broto da primavera, surgindo a polvilhar a paisagem depois das primeiras chuvas, mas ao apelo das temperaturas mais amenas. Em Trás-os-Montes ou Alentejo é onde crescem com mais sabor. Junto de vinhas, olivais ou em plena floresta, colhê-los torna-se mais do que um passeio às entranhas da Natureza. Requer perícia e “olho” certeiro. Foi em terras do sul, mais propriamente Estremoz, que fomos descobri-lo e saboreá-lo com quem sabe. Antes e depois, no prato, as primícias dos espargos são um prazer.

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Lampreia e Alvarinho estrelas em Melgaço

Três Chefes Estrela Michelin - Vítor Matos, Óscar Gonçalves e António Loureiro – apresentaram os seus “Ensaios sobre a Lampreia do Rio Minho”, em sete versões