Douro já tem primeira rota privada de enoturismo

Fotografia: Fotos D.R.
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Marc Barros

Marc Barros

Foi apresentada a primeira rota privada de enoturismo do Douro. Integram este circuito algumas das quintas mais emblemáticas da região, num roteiro que chega aos turistas estrangeiros em formato de guia de bolso, com informações úteis como provas de vinhos, refeições, horário das visitas ou informações de acesso.

 

A apresentação deste projeto, que decorreu no Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, contou com a presença de vários responsáveis das quintas e produtores, que transmitiram a sua experiência. Foi o caso de Laura Regueiro, da Quinta da Casa Amarela, um dos precursores deste segmento na região: “Lançamos o nosso enoturismo em 1987, numa perspetiva de sustentabilidade, baseado na vinha, vinho e enoturismo”. Mais do que “abrir portas aos visitantes, servir vinho ou vender uma garrafa”, é importante “ter uma oferta integrada do território, lúdica e experiencial, capaz de juntar as várias propostas da região”, referiu. 

Porém, é incontestável que hoje “o turismo é estratégico para a região e para a marca Douro”. Segundo o reitor da UTAD, Fontaínhas Fernandes, “19% das quintas já tem alojamento”, sendo que “39% destas dista entre si menos de dois quilómetros. A nível  de alojamento e dormidas o Douro cresce mais que o Norte. Mas há espaço e potencial para crescer na estadia, o que passa pela promoção internacional, de forma especial e sem procurar a  massificação”.

Pedro Almeida, da Quinta do Crasto, frisou que hoje “há muita procura no Douro e é fundamental a associação entre os produtores e as quintas”, ao passo que, para Cláudia Ferreira, da Quinta do Vallado, verifica-se a necessidade de “ter outras propostas para oferecer aos visitantes, além do próprio espaço” ou “adequar oferta em função da época do ano”, com vista a “captar e fixar turistas mais dias em épocas baixas”, acrescentou Paula Sousa, da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo.

Joe Álvares Ribeiro, do grupo Symington, referiu que “neste momento quem retira mais do Douro – o que, para nós, empresas e produtores, é confrangedor - é o turismo fluvial. A Quinta do Bomfim, que também integra esta rede, irá abrir em breve um novo espaço de restauração. Por seu turno, Ricardo Magalhães, antigo chefe de missão do Douro, recordou que os pontos negativos então relevados como de urgente correção eram “a falta de indicações nas estradas e o lixo: ambas mantêm-se”, sublinhou. “O Douro ainda tem carências básicas”.

Esta iniciativa surgiu de modo natural entre os produtores que, ao longo dos anos, têm vindo a firmar relações mais estreitas de cooperação entre si. Integram esta rota as quintas do Vallado, Crasto, Murças, Marka, Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, Quinta de la Rosa, Quinta do Bomfim, Quinta da Roêda, Quinta das Carvalhas, Quinta do Seixo, Quinta do Panascal, Quinta do Pôpa, Quinta do Tedo, Quinta Maria Izabel, Quinta da Casa Amarela e Quinta de Tourais.
 

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