Segundo Boletim de Evolução Intercalar do Ano Vitícola 2026 do Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES, em parceria com a CVR regional.
A Região Demarcada do Dão poderá registar um ligeiro aumento da produção de vinho na vindima de 2026, estimando-se um crescimento até cerca de 5%, face ao ano anterior, de acordo com o Boletim de Evolução Intercalar do Ano Vitícola 2026, elaborado pelo Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES, em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão).
Na última campanha, segundo dados do IVV, a produção total regional ascendeu a 213.623 hl (200.000 hl dos quais destinados a vinhos com DOP), ligeiramente inferior aos 214.276 hl da campanha 2024/2025, ainda assim bastante inferiores aos cerca de 250.000 hl obtidos nas três campanhas imediatamente anteriores.
Segundo comunicado da CVR Dão, “até ao final de junho, o ano vitícola foi marcado por um inverno moderadamente quente e extremamente chuvoso, seguido de uma primavera muito quente e moderadamente seca”. Estas condições “aceleraram o ciclo vegetativo da videira e permitiram, de forma geral, assegurar um estado hídrico adequado das vinhas, graças às reservas de água acumuladas durante o inverno”. No plano fitossanitário, a campanha decorreu de forma favorável, com uma reduzida incidência de doenças, apenas com algumas situações pontuais em parcelas mais suscetíveis.
“A evolução do ano vitícola tem sido globalmente positiva e os indicadores recolhidos, até ao momento, apontam para uma vindima ligeiramente superior à de 2025”, afirma Ana Rodrigues, coordenadora do Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES. E acrescenta: “As condições climáticas registadas permitiram um desenvolvimento equilibrado da videira e uma reduzida pressão de doenças, fatores que sustentam esta previsão, embora a evolução das próximas semanas continue a ser determinante para o resultado final da campanha.”
Para Manuel Pinheiro, presidente da CVR Dão, “esta estimativa representa um sinal de confiança para a região e para os produtores do Dão. Uma previsão de crescimento da produção, ainda que moderado, é positiva para o setor, sobretudo quando está associada a boas perspetivas de qualidade, já que as uvas do ano estão excelentes e estamos, portanto, na expetativa de grandes vinhos. O Dão tem vindo a afirmar-se cada vez mais pela excelência dos seus vinhos e esta vindima poderá reforçar a capacidade da região para responder aos mercados, valorizando o trabalho dos viticultores e dos produtores”.
A previsão divulgada não contempla, contudo, fatores que poderão ainda influenciar a produção final, como episódios de escaldão, fenómenos de stress que condicionem o desenvolvimento do bago ou diferenças de vingamento e crescimento entre castas.