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Sardinhas e Vinho

Não há para mim cena gastronómica mais marcante em Portugal do que as sardinhas assadas na brasa aos cardumes, em churrasqueiras improvisadas por toda a Lisboa. Os locais e turistas tão alegres, entre toda aquela fumaça de peixe, a partilharem essa iguaria numa fatia de pão, acompanhada por vinhos simples, brancos ou tintos, mas sempre vibrantes. Como pode a técnica da harmonização explicar, ou melhorar, essa experiência venerável e tão legitimamente portuguesa?

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Vogue Café Porto: um pátio-refúgio na baixa

O amplo pátio interior do Vogue Café Porto promete ser o refúgio perfeito para os dias de verão na cidade. Aos fins-de-semana, o famoso brunch abre (ainda mais) o apetite.

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O novo velho azeite

Se o vinho já fez um caminho de rejeição da indistinção, isto é, de recusa do título de quase “commodity”, o azeite ainda está a fazê-lo.

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“Comer bom, comer justo, comer limpo”

“Melting” – derreter, numa tradução não contextualizada da palavra. Ora, no quadro que nos interessa será mais prudente optarmos pela expressão “melting point”, ponto de fusão que da química poderemos extrapolar para a gastronomia ou mesmo para o pensamento.

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No segredo dos deuses

Delicados, inimitáveis e em forma de meia-lua, os pastéis de Fão ou “Clarinhas” são uma iguaria que nos obriga a parar na localidade para uma pausa divinal.

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As Conferências do Casino do séc. XXI

A Póvoa de Varzim agrega memórias naturalmente ligadas ao mar, à pesca e ao prazer que o mar proporciona. O lazer associado à praia conheceu, no séc. XIX, um período de expansão e a praia da Póvoa de Varzim, com o seu extenso areal, era a praia mais turística do norte do país.

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Atum e vinho

O atum, peixe rico em umami quando submetido a algum processo de cozedura ou cura, agradecerá vinhos macios, frutados e com bom teor alcoólico.

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Leonor de Sousa Bastos - doce poesia

Para recriar de forma inédita esta receita histórica, escolhemos alguém especial à altura deste desafio: Leonor de Sousa Bastos, que deixou tudo pelo amor à arte de criar doces. Com perícia, tempo e coração, reproduziu a fórmula de “pao de llo” do século XVI que consta do primeiro manuscrito de cozinha portuguesa. O seu blogue, Flagrante Delícia, é pura poesia e uma perdição para os olhos e a gula. Aliás, mergulha-se nos olhos de Leonor como quem cai numa nuvem de açúcar em pó. Talvez por isso mesmo a arte de criar doces bata a compasso com as palavras. A literatura, tal como a doçaria, consta dos seus amores primeiros.

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Vinho e pão-de-ló de Margaride

O pão-de-ló, ou pão leve de Margaride, é tão simples e ao mesmo tempo tão único. Nasce daquela combinação de pouquíssimos ingredientes, ambiente e genialidade humana. Segundo o Frei Domingos Vieira, no dicionário português de 1873, o ló “é uma tela mui fina e rara”, que torna o ar sólido, para depois sublimar-se na boca. Que vinho harmonizaremos sem penalizar a leveza diáfana deste clássico da doçaria portuguesa?

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Pão-de-Ló

Desfaz-se na boca num rendilhado etéreo. Leve como o ar, quase se volatiliza, espécie de véu que respira entre gemas e açúcar, um pouco de farinha em chuva e nuvens de claras em neve, no caso de algumas receitas. Claro, é o nosso pão-de-ló, hoje marca da doçaria nacional, mas que na origem tem pouco de português. De bolo judaico a adaptação de um cozinheiro francês, com múltiplas variantes regionais nascidas em diferentes conventos, certo é que na sua base há uma semântica espiritual. E sim, é uma bênção dos céus.

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Leitão à Bairrada: harmonização

Comer um leitão à Bairrada impecavelmente executado é algo transcedental, que aflora instintos atávicos de assar um animal inteiro à lenha, e também uma experiência multimodal, sinestésica, com os sentidos a criar um todo complexo e fascinante.