Depois de Bordéus, Rioja quer plano de arranque voluntário

Fotografia: Arquivo
Marc Barros

Marc Barros

Ao lado de La Rioja surgem as autonomias de Navarra, Galiza, Extremadura e País Basco.

 

A região vitivinícola da Rioja, com o apoio de outras comunidades autónomas, pretende instituir um plano para arranque de vinha, voluntário e com apoios, a apresentar à Comissão Europeia.
Em recente reunião da Conferência Setorial MAPA-CC.AA de Agricultura e Desenvolvimento Rural e do Conselho Consultivo de Política Agrária e de Pesca para Assuntos Comunitários, a Ministra da Agricultura de La Rioja, Noemí Manzanos, convidou o Ministro da Agricultura espanhol, Luis Planas, a estudar a possibilidade de solicitar novamente apoios para a colheita em verde para a próxima campanha (que representou uma despesa de 20 milhões de euros só na última campanha em La Rioja). Manzanos pediu ainda a análise, por parte das instituições comunitárias, dos termos para a redução voluntária da massa verde, como mais uma ferramenta para reequilibrar um setor que enfrenta a queda acentuada de consumo em todo o mundo.
Esta exigência de arranque como medida estrutural surge em linha com o que já acordaram “países com reconhecida tradição vitivinícola, como a França”. O Ministro da Agricultura, Luis Planas, reiterou que a situação do setor em Espanha não é a mesma que em França e que, a existir arranque de vinha no país, deverá ser “cirúrgico”.
Ao lado de La Rioja surgem as autonomias de Navarra, Galiza, Extremadura e País Basco. No caso riojano, Noemí Manzanos sublinhou que “a necessidade de trabalhar, de forma coordenada e de mãos dadas com o sector, para adoptar todas as medidas que contribuam para promover o seu equilíbrio, incorporando o arranque da vinha como uma delas”, com vista a “reduzir o potencial produtivo numa altura em que as vendas de vinhos, passados cinco anos, ainda não retomaram”.