Morreu Arlindo Ruivo, impulsionador do vinho de talha

Presidiu também à Câmara Municipal de Vidigueira. Tinha 86 anos

Fotografia: Fotos D.R.
Redação

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Arlindo Maria Ruivo, antigo presidente da Câmara Municipal de Vidigueira e figura incontornável na defesa do setor vitivinícola alentejano, faleceu esta quarta-feira aos 86 anos. Nascido no concelho de Abrantes em 1940, o antigo autarca adotou o Alentejo como a sua terra de coração, levando o município a decretar, de imediato, dois dias de luto municipal.

A sua ligação a Vidigueira e, muito em particular, a Vila de Frades, iniciou-se em 1961, ano em que ali se fixou como jovem professor do ensino primário. A dedicação ao ensino e à comunidade conduziu-o naturalmente à vida pública, tendo assumido os destinos da câmara municipal entre 1972 e 1974. Contudo, o seu impacto estendeu-se muito para além das salas de aula e da gestão autárquica, marcando profundamente o tecido económico e social da região nas décadas que se seguiram.

Foi, de facto, no universo da vinha e do vinho que o "Professor Arlindo" construiu o seu legado mais duradouro, notabilizando-se como um fervoroso promotor do Vinho de Talha e da identidade cultural das gentes locais. Ao longo de um percurso ímpar, liderou a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, presidiu à Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo (ATEVA) durante mais de vinte anos e encabeçou a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), deixando uma marca inabalável na preservação e modernização do património vitivinícola do Alentejo.