Em mês de Santos Populares e feriados, com o bom tempo a desafiar-nos a sair de casa, preparamos um autêntico roteiro pelo Douro, a pretexto de vencedores de diferentes categorias dos prémios "Best Of Wine Tourism", das Great Wine Capitals, mas não só. Do coração da região demarcada viajamos até Longroiva, Mêda, uma das linhas de fronteira com a Beira Interior.
No Alto Minho, com o rio a separar-nos da Galiza, concretizamos um reencontro com a história. Os tintos de Monção, outrora bem mais famosos que um tal de Alvarinho, são protagonistas dos projetos de José Domingues e Xavier Ferreira, através de castas como Pedral, Brancelho, Borraçal, Caínho Tinto, Espadeiro ou Tinta da Parada (Vinhão).
No Dão, a Casa da Passarella é um emblema da Serra da Estrela e uma guardiã de vinhas velhas, sabiamente cuidadas pelo enólogo Paulo Nunes, autor de vinhos como o Villa Oliveira Vinha Centenária Pai d´Aviz ou Villa Oliveira Vinha das Pedras Altas. Na vizinha Bairrada, um Frei João 1963 foi pretexto para um grande momento durante as celebrações de mais um Dia Internacional da Baga. E ainda sob a temática da antiguidade, acrescentamos um capítulo dedicado à Arménia, onde métodos ancestrais e um património calculado em 450 variedades nativas dão que pensar.
A prova temática está focada numa das tendências do momento, os vinhos de baixo teor alcoólico e, porque estamos na época delas, não resistimos à tentação das cerejas. Novidades, restaurantes e opinião completam o cartaz da edição de junho da Revista de Vinhos.
Bons Santos!
