ProDouro antecipa futuro dos vinhos licorosos

Fotografia: Fotos D.R.
Redação

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Associação assinala 10 anos com colóquio sobre o futuro do Vinho do Porto, Madeira e Jerez.

 

A ProDouro assinalou os seus 10 anos de atividade com a realização do colóquio “Três Fortificados de Sucesso no Mundo — Vinho do Porto, Jerez e Madeira”, uma iniciativa que reuniu, no Peso da Régua, especialistas e representantes de três das mais emblemáticas categorias de vinhos fortificados para refletir sobre o seu presente e futuro.
A associação representa atualmente 122 membros, 1.209 viticultores e 5.390 hectares de vinha. O presidente da ProDouro, Rui Soares, sublinhou a importância destes marcos enquanto expressão de continuidade, valorização territorial e compromisso com os produtores do Douro. “Ao reunir Vinho do Porto, Jerez e Madeira, quisemos criar um espaço de reflexão séria sobre o futuro de grandes vinhos que têm história, identidade e desafios comuns”, disse.
O programa contou com a abertura oficial de José Manuel Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, e com uma abertura institucional por Gilberto Igrejas, presidente do IVDP. A representar as três denominações, estiveram César Saldaña, Presidente do Consejo Regulador de Jerez, sobre Jerez, Ricardo Diogo, da Vinhos Barbeito, sobre Madeira, e David Guimaraens, da The Fladgate Partnership, sobre Vinho do Porto.
Ao longo do colóquio, foram destacados vários desafios comuns às três regiões e categorias: a necessidade de garantir maior rentabilidade à produção, preservar a vinha e o território, reforçar a capacidade de comunicação junto de novos públicos e adaptar a forma de apresentar estes vinhos aos contextos contemporâneos de consumo. 
Nas várias apresentações, surgiram ainda temas como o declínio de vendas e a premiunização em Jerez, a pressão sobre a vinha e o envelhecimento dos viticultores na Madeira, e a urgência de reforçar a valorização económica da viticultura duriense e de contrariar a quebra das categorias standard no Vinho do Porto.
 “O futuro destes vinhos joga-se em três frentes: rentabilidade da produção, comunicação com novos públicos e capacidade de preservar identidade sem perder atualidade”, sublinhou Rui Soares.