ViniPortugal aponta a 1.200 milhões em exportações até 2030

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Redação

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Plano Estratégico pretende contribuir para preço médio de 3,19 euros/litro e 40% das empresas certificadas em sustentabilidade.

 

A ViniPortugal, estabeleceu o desígnio de atingir 1.200 milhões de euros de exportações de vinhos portugueses até 2030, isto numa conjuntura de retração mundial do consumo e quando falta ainda alcançar o desiderato dos 1.000 milhões anteriormente apontado. Recorde-se que, em 2023, as exportações somaram 925 milhões de euros.
Por outro lado, face à retração mundial do consumo, o presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão, assumiu que o plano agora traçado e apresentado no Fórum Anual dos Vinhos de Portugal passa por crescer no preço médio, para 3,19 euros por litro (dados do IVV referentes aos primeiros oito meses do ano dão conta do preço médio de 2,64 euros,-5,9% face ao período homólogo de 2023), bem como concentrar esforços em determinados mercados de exportação; isto significa reduzir a presença da marca Wines of Portugal, passando dos 21 mercados estratégicos em que está presente para 14 mercados, porém mantendo o  mesmo investimento de marketing, que ronda oito milhões de euros. Segundo Frederico Falcão, EUA, Canadá e Brasil vão ser alvo de 50% deste investimento.
Diretamente relacionado com estes temas está o da sustentabilidade, não apenas ambiental, mas também económica. No primeiro caso, o propósito da ViniPortugal é estender a certificação de sustentabilidade a 40% das empresas.
Mas a questão económica levanta dificuldades, tendo em conta a redução global do consumo de vinho. Segundo Frederico Falcão, citado pela Lusa, esta quebra “faz levar a uma concorrência maior entre países e entre agentes económicos”, com “abaixamento de preço” e “abandono da atividade de muitos produtores”.
Outra preocupação manifestada é o excesso de importação de vinhos mais baratos. A soma das exportações e consumo nacional é, assegura, “muito superior ao estamos a produzir”, pelo que a importação de “vinho mais barato para conseguir oferecer vinho mais barato ao consumidor” acarreta problemas de sustentabilidade económica ao setor.