Chef Josean Alija, do Nerua, vem cozinhar a Portugal

Fotografia: Fotos D.R.
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Redação

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No âmbito do ciclo gastronómico “Chefs a Lemos”, o chef espanhol estrelado vem ao Mesa de Lemos, no Dão, cozinhar com o chef Diogo Rocha. É a 9 de fevereiro.

 

Pela primeira vez em Portugal, o chef Josean Alija, do restaurante Nerua (uma estrela Michelin) vem ao Mesa de Lemos, na Quinta de Lemos, no Dão, cozinhar com Diogo Rocha. O chef do Mesa de Lemos vai ser o anfitrião na iniciativa “Chefs a Lemos”.

Josean Alija é um dos mais destacados chefs de Espanha. O restaurante Nerua, inserido no Museu Guggenheim de Bilbao, ocupa o número 57 do ranking “The World’s 50 Best Restaurants”, e orgulha-se de unir a inovação às raízes e à sua envolvente. Fortemente ligado ao Basque Culinary Center, defende que a “muina” (o núcleo, o miolo, a essência) é a alma da cozinha. 

“É sempre uma aprendizagem fantástica poder viajar até um sítio para expandir os meus horizontes culturais e gastronómicos, provar novos sabores, conhecer pessoas que vão certamente acrescentar algo ao meu caminho”, afirmou o chef Josean Alija.  

Diogo Rocha concorda em absoluto: “É um prazer imenso e um privilégio abrir as portas do Mesa de Lemos a outras culturas gastronómicas, com quem partilhamos experiências, saberes e sabores. Continuo a ter a honra e a responsabilidade de mostrar o que de melhor se faz no Dão e em Viseu”. 

Josean Alija segue-se a Ricardo Costa, do The Yeatman (2* Michelin), e a João Rodrigues (Feitoria, 1* Michelin) que já integraram o ciclo “Chefs a Lemos”. É o primeiro chef internacional a vir cozinhar ao Mesa de Lemos, na Quinta de Lemos. 

Sobre o chef Josean Alija

Desde muito cedo que Josean Alija soube que queria ser cozinheiro. Via esta profissão como uma oportunidade de seduzir através do paladar e da emoção, e de fazer as pessoas felizes. Com 14 anos ingressou na Escola de Hotelaria, e três anos mais tarde iniciou a sua carreira profissional. Aprendeu a cozinha basca nos restaurantes tradicionais e passou por várias cozinhas de vanguarda, para perceber qual o caminho que quereria seguir. A sua filosofia gastronómica tem por base tudo o que o emociona, o que faz através dos produtos que o rodeiam e através dos sabores da memória. Cozinhar é para ele uma forma de partilha, através de uma linguagem pessoal para gerar prazer e felicidade.

Assumiu a cozinha do Museu Guggenheim no final de 1998. Em 2003, iniciou-se na investigação, uma veia que descobriu e lhe renovou o fôlego para o seu processo criativo. Desde então, tem aperfeiçoado a sua cozinha num estilo depurado.  Em 2011, cumpriu o sonho de abrir o seu próprio espaço, no Museu Guggenheim Bilbao. Nesse ano, o Nerua recebeu a sua primeira estrela no Guia Michelin e 3 Soles no Guía Repsol. O restaurante cumpre o objectivo de ser uma mostra da cultura gastronómica de Bilbao, numa experiência concebida para ser memorável, para reflectir e questionar cada passo do processo. Em 2011, foi ainda agraciado com o “Prix du Chef de L’Avenir 2011”, da Academia Internacional de la Gastronomia. 

2015 foi o ano em que a prestigiada revista Restaurant incluiu o Nerua na sua lista dos ”World’s 50 Best Restaurants”. Entrou directamente para o número 68. Em 2017, subiu ao número 56.

Sobre o Chef Diogo Rocha

Diogo Rocha começou a trabalhar na área da cozinha profissional cedo. Estudou no Curso de Cozinha e Pastelaria de Coimbra, licenciou-se em Produção Alimentar e Restauração e tornou-se mestre em Sustentabilidade de Turismo na ESHT do Estoril, tendo-se especializado em produtos da Serra da Estrela. Passou por projetos como Encontrus (catering), restaurante Terreiro do Paço, Villa Joya e Valle Flor, como estagiário. Em 2008, entrou para o Dão Sul, onde assume a chefia executiva de todo o grupo com três espaços de restauração: Quinta de Cabriz, Quinta do Encontro e Paço dos Cunhas de Santar. Desde 2009 faz parte do corpo docente da Escola Superior de Turismo de Seia, onde leciona a cadeira de Gastronomia e Enologia.

Em julho de 2013, entra no universo do grupo de Celso de Lemos, vindo a abrir o Mesa de Lemos como Chef executivo em abril do ano seguinte. A natureza e a preservação do estado natural das coisas são as premissas que garantem a alta qualidade dos produtos, na linha daquilo em que o chef acredita. Muitos dos ingredientes utilizados no restaurante Mesa de Lemos são produzidos na propriedade e todo o conceito apela à seleção de produtos de elevada qualidade. O restaurante Mesa de Lemos foi “Revelação do Ano” na edição de 2015 dos prémios do Guia Boa Cama Boa Mesa (Jornal Expresso), na categoria 'Boa Mesa', e em 2016, 2017 e 2018 voltou a ser distinguido pelo mesmo guia com o Garfo de Ouro. Em 2017, a Revista de Vinhos atribuiu também a distinção de melhor “Restaurante do Ano” em Portugal.

Em 2015, Diogo Rocha assumiu o papel de embaixador da marca de bacalhau Lugrade. No final do mesmo ano lançaram em conjunto um lote de bacalhau com uma cura superior a nove meses, proveniente da Islândia. Em Dezembro de 2016 lança o primeiro livro, “Hoje Diogo Rocha”, em que demonstra o carinho pela sua região e o amor que tem aos produtos portugueses. Assumiu ainda a coragem de editar o livro em inglês – “Today Diogo Rocha”. Este foi premiado com o primeiro “1ºPrémio Fotografia” para livros sobre gastronomia no concurso organizado pela Portugal CookBook Fair. A partir de 2017, é nomeado embaixador oficial de Viseu, pertencendo-lhe a promoção e apoio na área da gastronomia da cidade e região com presenças na FITUR, BTL e outros eventos, como o “Viseu Estrela a Mesa”, em que assume o papel de curador. Continua envolvido em diversos projetos na região do Dão e a nível Nacional.

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