Obama: produtores agrícolas devem partilhar informação

Fotografia: Fotos D.R.
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Redação

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No último painel e encerramento da conferência Climate Change Leadership, o 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou a sua visão para o combate ao fenómeno das alterações climáticas. Na sua perspetiva, "há linhas de força que impulsionam as mudanças que vivemos no mundo: globalização e tecnologia criam maior competitividade e instabilidade económica".

 

"Cooperação internacional, no quadro das organizações internacionais, é a solução para problemas como as alterações climáticas, entre outros, pois transcendem o âmbito nacional. Um destes problemas é, por exemplo, a correlação entre alterações climáticas e as migrações", afirma Obama. "Cresci no Havai, o que me tornou muito sensível a estas questões das mudanças climáticas, por exemplo, através da subida dos níveis do mar".

Muitos dos esforços na implementação de uma economia verde foram bem sucedidos, segundo o ex-Presidente, pelo que não foram revertidos por Donald Trump: "hoje são criados mais empregos nas energias limpas do que na indústria petrolífera".

Porém, o acordo de Paris referente à implementação de metas para as alterações climáticas "pode ter o futuro ameaçado", assegurou Obama. "Se mantivemos a sua estrutura poderemos ter mais e mais países a aderirem".

Barack Obama fez questão de fazer referência às empresas que, segundo ele, "devem também exercer sua influência politica sobre os governos nesta matéria, por exemplo, na regulação, governança e políticas fiscais".

A cooperação foi outro dos temas apresentados. Das várias abordagens, Obama elegeu adaptação, pois "por mais que se faça, o aquecimento global é uma realidade. Por exemplo, para os produtores de Vinhos, que são dos mais sensíveis a esta questão, a partilha de conhecimentos e prática e positiva", sugeriu.

Já no final, Barack Obama usou da sua experiência enquanto Presidente Americano para afirmar: "muitas das respostas para os problemas que enfrentamos já existem com as tecnologias atuais. A minha experiência diz-me porém que estas respostas têm que passar ou partir de instituições políticas, sociais ou culturais. Por outro lado, a força da opinião pública está a diminuir pois as pessoas estão a perder confiança nas instituições, incluindo na comunicação social", lamentou.

Sobre soluções, descartou o populismo que rejeita a tecnologia e a cooperação. "Uma das soluções passará pelo regresso dos média e do jornalismo aos seus valores fundadores", apontou o antecessor de Donald Trump.

Obama fez ainda referência à importância das gerações mais novas tomarem estas questões em mãos.

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