Produção mundial de vinho cai para mínimos históricos

Fotografia: Fotos D.R.
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Luís Alves

Luís Alves

Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a produção de vinho em 2017 foi de 250 milhões de hectolitros. Um decréscimo de 14,6% comparado com o ano de 2016, na Europa, explicado em grande parte pelas condições meteorológicas desfavoráveis.


Em conferência de imprensa que decorreu no passado dia 24 de Abril, na sede da OIV, em Paris, Jean-Marie Aurand, diretor geral da OIV, apresentou um balanço da produção mundial e das flutuações do mercado vinícola.

O dado mais saliente é o da produção mundial de vinho no ano passado que caiu para mínimos históricos. Na Europa essa queda fez-se sentir mais (-14,6%) do que à escala global (-8,6%).
Apesar desta queda, tem havido uma estabilização da área de vinha, com valores próximos dos oito milhões de hectares. A China está em contraciclo, à imagem do que acontece em vários outros subsetores da agricultura. A área de plantação aumentou mais seis mil hectares, dado bem diferente da Turquia (menos 20 mil ha) ou de Espanha (menos oito mil ha).

Também estabilizado está o consumo mundial. O valor cifra-se nos 243 milhões de hectolitros, com os EUA à cabeça como o maior país consumidor à escala mundial. Esta estabilização acontece após os anos de crise, em 2008 e 2009, em que se deu um decréscimo grande.

O comércio mundial de vinho tem um balanço positivo, quer em volume (108 milhões de hectolitros; mais 3,4% comparado com 2016), quer em valor (30 mil milhões de euros; mais 4,8% comparado com 2016).

As estimativas iniciais para a vindima de 2018 no hemisfério sul são de redução relativamente a 2017, em particular na África do Sul (afetada pela seca), Austrália e Brasil.                        

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