Um novo Portugal

Num tempo em que o distanciamento social continua a ser um ato obrigatório e a evolução da saúde pública um estado dependente da ação de todos e cada um de nós, inicia-se também um novo tempo: o da reabertura. Coincidente com a chegada do verão e da época do amadurecimento cresce a esperança e o otimismo, mas aumenta proporcionalmente o dever de sermos solidários e de, mais do que nunca, tirando partido das nossas capacidades, apoiarmos Portugal na recuperação da economia.

 

Atrevo-me a dizer que Portugal, tal como a Europa e o mundo, está em dificuldades, tal é a incerteza sobre o futuro, tal é a consciência de sabermos que temos de rever o modelo em que assenta a nossa economia e a nossa sociedade, tal é a urgência de se fazer caminho. Como numa moeda, este apuro tem o reverso e, de forma consciente, todos sabemos que esse reverso, ou seja, uma boa parte da solução, está em cada um de nós. Assim foi, assim o será.

Sabemos que a força de um país, de uma comunidade, de uma família, de uma empresa, de um órgão de comunicação social, de uma instituição, de um Governo, reside nas pessoas, na capacidade de responsabilização, de reação e na empatia, na vontade de querer ir mais longe, de superar divisões, trabalhando para transformar adversidades em desafios e desafios em novas metas.

Portugal tem essa capacidade. Há e sempre houve vontade de ir mais longe. Há a inspiração que vem de uma história ímpar, de uma cultura universalista, de uma união territorial que nos torna uma das mais antigas nações, da força de uma das mais faladas línguas do mundo, que torna o nosso universo ainda mais lato. Se Portugal não tivesse essa capacidade, julgo que num espaço tão curto de tempo, como são 46 anos, não se teria transformado tanto. Hoje, as adversidades são outras, mas o desafio é o mesmo: transformar o país, reinventando a economia, fortalecendo a cultura e reforçando a presença no mundo. Portugal tem as pessoas certas para fazê-lo.

Aqui há talento e há criatividade. Foi isto que nos levou a lançar mais uma campanha que tinha há muito em mente, mas vê a luz do dia no momento certo, destacando protagonistas em duas áreas onde Portugal dá cartas, o vinho e a gastronomia. Realçando o mérito alcançado por uns e o ousar das novas gerações. Os Legends e os New Age, os que já deixaram marcas e são embaixadores de Portugal e os que as estão a construir. Teremos duas ligas evolutivas, pois à medida do tempo e do percurso, o “New Age” poderá assumir o estatuto “Legend”. Teremos duas ligas que darão a Portugal comunicação positiva dentro e fora de portas, liderando pelo exemplo, mostrando a força e a importância da tenacidade, reconhecendo o mérito do trabalho.

Lançamos esta campanha no momento em que Portugal reabre portas e num período em que a revitalização passará muito pelo mercado nacional, pelo apoio à economia local. Abrimos portas mas fiquemos dentro de fronteiras. É seguro, há diversidade e qualidade de oferta e experiências. Sabemos que todo o tipo de comércio se preparou para estes novos tempos, criando ambientes seguros, permitindo que cada um de nós aproveite o que a vida tem de melhor com a confiança de sempre. Abrimos portas e precisamos que cada um de nós dê o seu contributo, seja mais produtivo, mais presente, mais inovador. Se o fizermos, independentemente do tamanho da ação, o caminho será mais fácil em direção a um novo Portugal.

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