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Selo Boa Compra 2016

As melhores compras de 2016!

22 fevereiro, 2017 03:37 | Texto de LuisFrancisco

Na edição dos Prémios do ano passado, escrevíamos que as notícias eram “cada vez melhores para os consumidores”. Isto porque o número de selos Boa Compra atribuídos pela Revista de Vinhos tinha alcançado um número recorde: 765. O balanço de 2016 pulveriza esta marca, com 945 selos. Faz-se cada vez melhor vinho em Portugal a preços simpáticos.
O selo Boa Compra é atribuído pelo painel de provadores da Revista de Vinhos (RV) quando um vinho atinge determinada pontuação dentro de um escalão de preço. Ou seja, quando a qualidade do que está no copo justifica – e muito! – o dinheiro que se paga pela garrafa. É um indicador precioso da relação qualidade/preço, que muitos produtores fazem questão de realçar, colocando o dístico nos seus rótulos.
A avaliação qualitativa dos vinhos, que na RV é feita numa escala de 0 a 20 com meios pontos, reflecte, naturalmente, o investimento feito pelos produtores, na vinha e na adega. As notas mais altas serão, naturalmente, atribuídas a vinhos nos escalões de preço mais elevados, não porque são caros, mas porque são os melhores. Para o cidadão comum, no entanto, a maior parte desses néctares fica fora do alcance das suas bolsas. Resta sonhar. E procurar as melhores opções entre os preços mais moderados. A boa notícia é que nesse campo há muito por onde escolher.
Em 2016, o painel de provadores da RV (constituído por João Afonso, João Paulo Martins, Luis Antunes, Luís Lopes e Nuno de Oliveira Garcia) encontrou 945 vinhos merecedores do selo Boa Compra. Isto representa uma subida fulminante em relação aos 765 atribuídos em 2015, acelerando o movimento ascendente que marca os últimos cinco anos: foram 376 selos em 2012, 494 em 2013, 625 em 2014. Esta tendência simboliza bem o esforço dos produtores, apostados em aprimorar cada vez mais a qualidade dos seus vinhos, sem que isso se reflicta obrigatoriamente no bolso do consumidor.

Um terço a bom preço
Com 2.658 vinhos e aguardentes provados em 2016 (um número que também é recorde) e um total de 945 selos Boa Compra, o balanço final aponta para uma percentagem de 35,55 por cento. Ou seja, mais de uma em cada três amostras enviadas para o nosso painel atingiu um nível qualitativo elevado para o seu patamar de preço. Um número semelhante ao registado em 2015.
Por regiões, destaque os Verdes, os Verdes Alvarinho e a Península de Setúbal, denominações que “elegem” metade dos seus representantes para o patamar Boa Compra. Tal como estas três (os Verdes com 50% em 106 amostras; a Península de Setúbal com 49,61% em 129 vinhos; os Verdes Alvarinho com 49,45% em 77 provas), também a região Távora-Varosa chega aos 50%, mas, neste caso, numa amostra residual (um vinho em dois provados).
Em algumas regiões notou-se um ajustamento dos preços. Por exemplo, a percentagem de vinhos Moscatel de Setúbal a garantir o selo Boa Compra passou de 78,6% em 2015 para 40,62% no ano passado. Como a qualidade, nitidamente, não baixou, terá sido no outro prato da balança que se registam as alterações… Os vinhos da Beira Interior também fugiram um pouco mais ao bolso do consumidor (46,9% em 2015; “apenas” 30,3% em 2016), o mesmo sucedendo com os de Trás-os-Montes (de 42,5% para 37,04%). Outra quebra significativa registou-se no Vinho do Porto, que só qualifica 19,5% dos seus representantes como Boa Compra, contra os 34,9% de 2015.
Mas as boas notícias dominam o horizonte. As duas regiões-bandeira de Portugal, o Alentejo e o Douro, melhoram a sua performance neste capítulo (o Douro dois por cento, para 28,23; o Alentejo quatro por cento, para 39,88). A Península de Setúbal passa de 36,3 para 49,61 e os espumantes progridem de 29,3% para 38,26%.
Açores e Madeira são as únicas regiões que não alcançaram selos Boa Compra.
NOTA: pode puxar a lista completa, em formato PDF, do link: https://www.dropbox.com/s/3iyyz7udu8rg06n/Lista%20de%20Pr%C3%A9mios%20Boas%20Compras%202016.pdf?dl=0
Esta lista está ordenada por ordem de região (alfabética) e, dentro de cada uma das regiões, os vinhos estão ordenados também por ordem alfabética.

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