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Quick Fire: Ainda a vida campestre

13 Abril, 2013 11:12 | Luis Antunes

Este ano tem havido muita chuva, e nos sítios do costume, que as gentes sabedoras já sabem, há muitos espargos bravos. Não há dúvida que são o caviar dos pobres, mas dão trabalho, umas horas de passeio, algumas arranhadelas, uma colheita boa. No Sul, onde a terar é mais funda, eles têm um aspecto mais homogéneo, apanham-se ao braçado. Pelos caminhos do Douro Superior, são mais rebeldes, escondem-se mais, dão mais luta, mas no final têm outro sabor, ou assim parece.


Desta vez nem faca levaram. Tentando aproveitar o mais possível, foram partidos à mão, a partir da cabeça e enquanto se iam partindo sem dúvidas. quando davam dúvidas, iam para o porco ou para as galinhas, que também cá hão-de vir dar, nada se perde. Não sei se por isso, estavam doces e crocantes como nunca. Da próxima faço a experiência mais à cientista, e vão metade à faca metade à mão.


Salteados em azeite do bom, uma ponta de flor de sal viajada. Sem medo, deixar suar.


Depois ovos de galinha caseira, daqueles. Agora com muito medo, voltear, voltear, tirar.


Textura, doçura, sabor, herbáceo controlado, riqueza dos ovos, a ponta do sal a pontuar. Um prazer de reis.

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